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| ACidadeON/Araraquara

Vereador quer extinguir canudos de plástico em Araraquara

Rafael de Angeli (PSDB) propõe que estabelecimentos comerciais forneçam canudos biodegradáveis aos clientes

Canudos de plástico podem estar com os dias contados em Araraquara
O vereador Rafael de Angeli (PSDB) quer acabar com os canudos de plástico em Araraquara no prazo de seis meses. Ele é autor de um projeto de lei, que tramita na Câmara e deve ser votado nos próximos dias, que obriga os hotéis, bares, restaurantes e simulares a utilizarem canudos de papel biodegradável.

"O projeto tem o principal objetivo a preservação do meio ambiente, tendo em vista que os canudos de plástico são vilões neste aspecto e representam 4% do lixo mundial. Além disso, demoram mais de 400 anos para se decompor. A exemplo de outras cidades, nosso objetivo é acabar com o consumo deste material", explica o parlamentar, que diz ter maioria para a votação do projeto.

Problema sério
Banir o consumo de canudos de plástico se estabeleceu como uma tendência praticamente irreversível em 2018. Várias cidades estão votando leis para que os canudinhos sejam extintos. Em junho, o Rio de Janeiro foi o primeiro município brasileiro a proibir o uso deste material. Redes famosas de cafeterias, como a Starbucks, anunciou que vai deixar de usar canudos de plástico em lojas de todo o mundo até 2020. A rede de fast food McDonald's também divulgou recentemente que adotará a prática, mas, por ora, em lojas do Reino Unido e da Irlanda.  

A revista científica Science publicou recentemente que pesquisadores descobriram que a humanidade gera um total de 275 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, sendo que entre 4,8 milhões e 12,7 milhões de toneladas chega aos oceanos.  
A expectativa dos ativistas é que, ao chamar a discussão para os canudos plásticos, os consumidores se conscientizem e deixem de utilizar outros materiais de uso único, como sacolas e garrafas - que são responsáveis por índices de poluição maiores.  

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, na semana passada, uma baleia cachalote foi encontrada morta em um parque nacional na Indonésia, com cerca de seis quilos de plástico no estômago.  

"A ideia é darmos seis meses para os estabelecimentos se adequarem e acabarem os estoques existentes. Depois disso, quem ainda estiver utilizando o canudo de plástico deve ser multado", explica o vereador.  

"É uma questão de consciência ambiental e talvez, ao invés da substituição dos canudos de plásticos pelos biodegradáveis, nós conseguiremos a extinção dos canudos. Isso seria uma excelente medida", reforça.

Sindicado vê dificuldades
O presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaures e Similares de Araraquara e região, José Carlos Cardoso, diz que os estabelecimentos devem ter dificuldades de se adequarem à lei, uma vez que os canudos biodegradáveis não são tão facilmente encontrados no mercado e não atendem à demanda. Atualmente, em Araraquara, são aproximadamente cinco mil estabelecimentos que oferecem canudinhos aos clientes.  

"Toda vez que se cria uma lei, o estabelecimento é obrigado a cumprir e isso gera um complicador, um custo maior", reforça.
Na opinião de Cardoso, os empresários poderiam tentar substituir os canudos de plásticos, mas sem a obrigatoriedade e na medida em que for possível. A Lei, até o momento, não abre esse precedente. 

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